De tantos carnavais... ou do singular e mais recente.
quinta-feira, 10 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
De novo
Estava confusa como nunca. Seus olhos contornavam a minha inconstância, e eu relutava contra a sombra que insistia em tornar a rodear meus dias... fotos, recados, e alguns, muito poucos,"oi" roubados, porque eu me policiava, não poderia ser presa por minhas próprias palavras. Ansiedade incontrolável, que me sugava até o último fio de ar do estômago. Vontade, de te ver, de te ter, de verdade, além dos papéis das fotos cujas posições em seus álbuns já eram gravadas em minha mente. Tudo de novo.
Da última vez porém, eu consegui controlar tudo isso. As verdades, fatos, foram muito mais sinceros que o que eu poderia imaginar, e eu não esqueci nenhuma delas, nenhum deles. Talvez seja mais fácil dessa vez, e a constância desses fatos e dessas verdades me ajudem a romper essa inconstância que me toma de corpo e coração, de alma não, ou ainda não.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Confidente
Veja bem. Meu sorriso. Largo. Depois, tímido.
Dispararia eu as palavras que prendem meus dentes?
Não, eu não o faria. Não devia, acho.
Minha mãe sempre me disse que eu tenho de correr atrás do que quero. Nesse caso, porém, será que devo?
De um lado, a palavra de uma das pessoas mais importantes de minha vida, de outro, uma antítese antipática me limitava. O certo, porque eu sabia que não devia, era fato. E o incerto, porque não sabia o quanto aquilo duraria. De algum modo, eu já estava acostumada. Esses becos "sem" saída faziam questão de serem parte dessa parte de meu caminho, ultimamente, a maior parte. Mas de imediato eu tinha duas opções. Primeira, eu simplesmente me conformaria, e voltaria, tentaria outro caminho. Segunda, quebraria a parede que me impede de continuar na mesma estrada, ou esperaria alí até que o tempo a desgastasse. Confesso que a primeira opção me atrai com muita facilidade, además as paredes da vida de cuja resistência desconheço o cimento, não me ajudam a tentar a segunda, intratante demais também. Então eu já sabia o que fazer, só não sabia como... deixar o que queria, mas não podia, para trás e não ver as rosas, e os cartões daquele caminho. Era mais fácil para o tempo fazer desaparecer esse desejo de posse de algumas coisas, que fazer desaparecer uma parede, a da segunda opção, ele seria meu confidente em toda essa história, sempre ativo, trabalhando, em seu gracioso ato de não parar, como costumo dizer.
Decidi-me então a continuar sorrindo, largo e tímido.
E deixar que aquelas palavras, retraídas, ousassem escapar de minha boca em um outro momento, cuja ausência de três paredes em um quadrado inacabado, e a presença de uma opção apenas, a de continuar com o queria, porque seria o certo, o contornariam, num traço fino e preciso, sem figuras de linguagem que me limitassem.
Decidi-me então a continuar sorrindo, largo e tímido.
E deixar que aquelas palavras, retraídas, ousassem escapar de minha boca em um outro momento, cuja ausência de três paredes em um quadrado inacabado, e a presença de uma opção apenas, a de continuar com o queria, porque seria o certo, o contornariam, num traço fino e preciso, sem figuras de linguagem que me limitassem.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Querer
Já havia um tempo, eu sentia falta... Queria ligações e mensagens de texto com os mais lindos "bom dia" que poderia receber. Os mais esperados. Queria apostilas rasuradas com nomes em grafite, em tinta, interligados por a mais conhecida das conjunções aditivas. Queria um motivo a mais para tomar sorvetes que não fosse experimentar todos os sabores só para dizer que conheço todos, mas queria conhecer o preferido, de ambos. Mãos dadas, abraços e beijos todos os dias. Papéis de bombom e chocolates guardados na minha caixinha, que era só para isso, e queria outra caixinha, só pra enchê-la com todos os guardanapos e os pedaços de papel em que se escreveu alguma coisa, em algum dia, em algum momento especial. Queria um sorriso de quem ama, e um olhar de quem ama, Queria o amor, de quem se ama.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
? ♥
Difícil é te esquecer, só te esquecer. E não me pergunte o porquê de você continuar presente, mesmo quando você está ausente, mesmo quando você nem está. Quando eu mais tento, ignoro minha própria vontade, desprezo meu próprio pensamento, você é mais esperto e me aparece nos sonhos, quando eu não posso fazer nada senão acordar, e quando acordo, lembro do sonho, e de você, lindo, sorrindo, me olhando. Então, como te esquecer?
Eu te queria tanto, demais. Te quero. Mas não sei o que há, parece que sempre os que mais quero, são os que não posso ter, e seria tão bom saber o porquê disso também, porque, na verdade, a vida é cheia dessas interrogações, e apesar das respostas serem muitas vezes bem óbvias, demoramos pra compreendê-las, e quando menos esperamos elas aparecem, e só.
Tudo bem então, eu espero, e só.
Mariana Xavier
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Eterno
Decepção. Tentativas jogadas fora, como se qualquer uma delas não tivesse nenhum valor sequer. Era o preço da falta de sensibilidade, ou da sensibilidade retraída de uma pessoa. Eu, por minha vez, não guardava ódio, nem mágoa, nem qualquer coisa que se possa ter como pior do mundo. Estava apenas decepcionada. E isso, isso passa, tudo passa. O que ficam são lições. E a fé. Que por menor que seja, é fixada no Eterno. E como o nome bem diz, isso, isso não passa.
Deus, tu que vês tudo, e sabes de tudo. Que continues sendo em minha vida, a parte do meu mundo que não muda, mas que me muda, pra melhor, sempre.
Mariana Xavier
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