Mariana Xavier
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
? ♥
Difícil é te esquecer, só te esquecer. E não me pergunte o porquê de você continuar presente, mesmo quando você está ausente, mesmo quando você nem está. Quando eu mais tento, ignoro minha própria vontade, desprezo meu próprio pensamento, você é mais esperto e me aparece nos sonhos, quando eu não posso fazer nada senão acordar, e quando acordo, lembro do sonho, e de você, lindo, sorrindo, me olhando. Então, como te esquecer?
Eu te queria tanto, demais. Te quero. Mas não sei o que há, parece que sempre os que mais quero, são os que não posso ter, e seria tão bom saber o porquê disso também, porque, na verdade, a vida é cheia dessas interrogações, e apesar das respostas serem muitas vezes bem óbvias, demoramos pra compreendê-las, e quando menos esperamos elas aparecem, e só.
Tudo bem então, eu espero, e só.
Mariana Xavier
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Eterno
Decepção. Tentativas jogadas fora, como se qualquer uma delas não tivesse nenhum valor sequer. Era o preço da falta de sensibilidade, ou da sensibilidade retraída de uma pessoa. Eu, por minha vez, não guardava ódio, nem mágoa, nem qualquer coisa que se possa ter como pior do mundo. Estava apenas decepcionada. E isso, isso passa, tudo passa. O que ficam são lições. E a fé. Que por menor que seja, é fixada no Eterno. E como o nome bem diz, isso, isso não passa.
Deus, tu que vês tudo, e sabes de tudo. Que continues sendo em minha vida, a parte do meu mundo que não muda, mas que me muda, pra melhor, sempre.
Mariana Xavier
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
A vida ensina
Meu tio já havia dito o quanto eu iria sofrer por isto na vida ainda. Ouvi ele comentando com minha mãe certo dia, se eu já tinha aprendido a lidar com isto. Senti em suas palavras a afirmação da minha negação como espelho, mas nunca achei que não pudesse transmitir parte de minha parte bondosa para alguém. Foi mais triste para mim que para qualquer outra pessoa escutar que ver bondade nos outros era ruim. Nunca achei isso. Talvez eu não saiba analisar direito o que penso, mas não acredito que ninguém possa ser ruim totalmente, todos tem em sí uma parte, um mínimo que seja de bondade, de ternura, talvez seja isso que eu procuro nas pessoas antes delas me mostrarem seu máximo, e tente mais que tudo mostrar que eu vejo essa parte delas, nelas. É a que eu mais quero ver, sempre. Mas não omito dizer o quanto meus olhos já foram imbecis, tolos, bobos. Veem rosas, lindas, que parecem sorrir para você num gesto amigo de um pedido de abraço, e quando me aproximo e as toco, desejando sentir no dom do perfume a melhor das essências, sinto a dor causada pelos espinhos dos cravos que não consegui enchergar.
Aos poucos porém, o mundo vem me ensinando o modo certo de encarar isso. E como bem diz minha mãe, "não há professor melhor".
Flores me encantam a metros de distância, e apesar da proximidade ser algo indispensável na descoberta de sua essência, a vida tem me ensinado que devemos tentar decifrá-las assim mesmo, de longe.
Mariana Xavier
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Alguma coisa chamada felicidade
A felicidade costumava me contagiar de uma forma incontrolável. Eu sabia ser feliz quando estava nesse estado (ou pelo menos achava isso). As vezes isso era tão transparente que tinha medo de minhas próprias ações impensadas no momento- porque quando estou muito feliz simplesmente não penso muito, apenas ajo de modo que não negue a ninguém como me sinto. Falo muito, ainda mais que o normal, como que expulsasse de minhas veias o excesso de alegria pulsante, numa tentativa eufórica de deixar minha pressão normal outra vez, como quando eu estou normal. Eu pulo, e sorrio descontroladamente, as vezes até bato palmas, simplesmente como se ao meu redor ninguém estivesse me olhando e rindo comigo, mas não pelo mesmo motivo que eu, sim de mim e da minha coragem súbita de exteriorizar tamanha felicidade, e daquele jeito, louco, digamos.
As vezes em casa, quando minha pressão arterial poderia ser verificada e marcar 12/8, ou menos, ela costuma ser normalmente baixa, encaro-me, "você estava louca? porque agiu daquela forma?". Antes, eu passaria o dia todo me perguntando a mesma coisa e depois jugando-me uma errada, de atos irracionais. Mas agora não, "ah! que importa se outros me olharam como se eu fosse uma nativa em um mundo ocidental capitalista naquela hora? eu estava feliz, e eu estava sendo eu, não estava fingindo alegria, nem querendo impressionar a ninguém (impressionar se fazendo de louca?! isso sim seria irracional)". Para mim eu estava certa, ou ninguém me disse que não até hoje, ninguém me corrigiu nesse aspecto. Então preferia pensar que eu sabia ser feliz, ou que eu tinha uma forma própria de dizer que estava assim, ou que simplesmente não tinha vergonha de demonstrar isso.
Mariana Xavier
domingo, 30 de janeiro de 2011
Que tédio que nada!
"Jesus, que sabia pelo que ia passar e de todas as cobranças que se lhe impunham, simplismente não conseguia sentir tédio em sua vida. Ele era feliz sempre, não reclamava nada. Ele, mais que todos, sabia viver".
Li isso num livro que no fim de uma viagem folheei algumas páginas, mas que por não ser meu, tive que deixá-lo por lá, onde o encontrei. Mas essas palavras ficaram em minha mente. Desde o dia em que as ví, as lí, estive pensando em como as vezes nós complicamos nossas vidas, fazendo delas um tédio. Parece que gostamos de dizer isso. Que nossa vida está um tédio. Como se ele existisse sem que alguém o crie. Sem que nós o criemos. Eu, por exemplo, costumava dizer que por morar em uma cidade pequena, não tinha opção a nada, senão dormir, comer, olhar TV... até que isso não fosse cansativo, até que a isso não fosse atribuído o adjetivo em questão, sim, falo, até que isso não fosse um tédio.
Mas não. A cidade pacata, tranquila, minha oferece exatamente isso, tranquilidade. E eu gosto disso, sempre gostei. Eu tenho amigos lá, boa parte de minha família é de lá. Sempre morei nessa cidade, pelo menos até completar meus 17 anos, quando passei no vestibular e tive de me mudar para uma cidade um pouco maior, mas a permanência de meus pais e de minha família na pequena city era motivo mais que nobre para que eu a visitasse sempre, duas vezes ao mês.
Nas primeiras férias que passei lá depois de estar morando fora, comecei a sentir algo parecido com estar sempre a procura de coisas para fazer, e, por nunca achar 'nada' que me atraísse, em meio àquela calmaria, comecei a dizer que, por um período, minha vida estava um tédio.
Mas não, ela não estava, eu que a fazia daquela forma, eu que a atribuia essa característica. Comecei a lembrar de quando eu era criança, como tudo aquilo era ótimo para mim. Tudo continuava igual, os mesmos amigos, minha família, era tudo muito parecido, exceto por algumas evoluções de pensamento, que o tempo em seu gracioso ato de não parar, fizera acontecer. Mas isso, isso já era sabido que ocorreria. Até aqui, nenhuma novidade. Então, pensei, "o que estava faltando para que eu conseguisse enchegar grande alegria em fazer o que fiz até poucos dias, adaptado à forma de pensamento de hoje?"
A resposta não demorou muito, e meu pensamento logo decifrou que na verdade, o comodismo me fizera sentir aquilo. Eu tinha livros para ler, filmes, vários, para assistir, tinha amigos para conversar, para rir juntos, tinha esportes que poderia praticar, tinha a minha família, minha linda família que tinha todo o meu amor depositado em sua felicidade, em nossa felicidade, tinha, como sempre, coisas para aprender (eu não sabia dirigir ainda, e o violão, cujo desejo de apreder a tocá-lo já me perseguia a algum tempo, estava me esperando, parado, ansioso, imagino, para se sentir útil) mas, digo, coisas bem viáveis naquele momento... Parei! Veja bem a quantidade de coisa boas que eu tinha para fazer em uma cidade tão pequena. Imagine só em uma maior, onde as opções se expandem, digamos?! Eu só estava acomodada, queria, por certo, não ter que ir buscar, que ir atrás. Queria que as coisas viessem a mim, que as opções se abrissem como um leque, à espera da escolha a ser feita, mas que simplesmente saltassem desse leque, sem nenhum esforço de minha parte. Pensei, é isso! É isso o que acontece. Nós mesmos somos responsáveis por deixar que nossas vidas se transformem em algo chato, sem graça. Mas elas não são. Basta que olhemos ao nosso redor, e vejamos a quantidade de coisas que muitas vezes estão alí, só esperando ser feitas, só precisando que você levante-se, determinado, e vá usufruir delas.
Era isso que Jesus, em sua grandiosidade, simplesmente via, a quantidade de coisas que abarcava sua vida. Ele tinha pessoas para fazer felizes, para curar. Ele tinha seus discípulos para ensinar. Ele tinha os tantos lugares para visitar. Ele tinha uma vida para viver, e Ele em sua sabedoria suprema, simplesmente, vivia. Sem reclamar. Apenas aproveitando o que tinha para certa hora, apenas aproveitando as oportunidades que apareciam. E Ele era, mais que tudo, feliz.
Nós também podemos produzir felicidade, nós também temos uma vida para viver. Só precisamos saber viver, saber aproveitar as oportunidades. Buscar o que queremos. E nunca, nunca se acomodar.
Mariana Xavier
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Ainda tentei, retentei e tentei novamente. Mas você foi claro demais quando me disse apenas que não dava. Eu não tinha porque continuar frustrando minhas tentativas. O tempo lançara-me a ventos lentos e leves demais, mas que aos poucos me faziam perceber corretamente o caminho que indicavam.
Estava feliz por perceber. Por tentar seguir. Por não ficar ali morta, parada, inativa, mesmo estando tão viva. Muito viva inclusive para saber que era hora de buscar um outro amor. E eu iria. Assim, sem nada, do nada, eu apenas iria. Eu vou. Na verdade, eu estou indo.
Até mais, amor!
;*
Mariana Xavier
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