sexta-feira, 29 de julho de 2011

Divina sabedoria

Nos olhos daquela menina, as lágrimas de uma dor profunda que insistia em unir-se ao tecido que revestia seu coração, ou ao músculo que o compunha. Eram os pensamentos tortos que a atormentavam, querendo jogá-la contra si mesma, com força suficiente para torturá-la. Mas do fundo dessa mente, que muito ruim pensava, ouvia uma voz mais forte, e mais clemente, dilascerante, como que partindo de sua alma."Calma, eu estou aqui". Deus a tocava. E quão grandiosa é a sabedoria divina, que criando o homem tão frágil em seu pensamento, cria nele mesmo o remédio para seu tormento, fazendo nascer lá de dentro a fé que o curaria.
Recorria à velha folha em branco, e com a caneta esferográfica do último semestre, escrevia tudo o que sentia, e àquela voz respondia, calmamente, como ela lhe pedira: "Que bom, que bom que você está aí".

Mariana Xavier

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Que sejas o que és

Aquilo era psicológico. Uma má notícia que insistira em continuar presa a meus pensamentos, um susto que não passara imediatamente e que precisaria de muito mais que um copo d´água pra liguidar-se o medo, o atraso de um resultado que me deixara totalmente instável durante algum tempo. Por algum motivo eu me sentia totalmente deslocada de tudo que eu havia cultivado até então. Aquelas pedras que eu havia desviado quando passara pelo caminho deteriorado que trilhara, pareciam querer voltar e me arruinar quando tocavam o ponto mais fraco de um ser um humano frágil como é o adolescente em sua fase de promoção ao mundo dos adultos, totalmente novo e cheio de coisas muito mais rodeadas de responsabilidades que sair das bonecas e conhecer gatinhos na balada, a sua fé. Era como se tudo estivesse errado, tudo quisesse uma reforma; como se eu precisasse esvaziar-me do que construí anos a fio...
Rezei, rezei, rezei. Mesmo quando tudo que eu sentia era a falta da firmeza na fé que conduziria minha oração, me entreguei às preces que eu tinha em meu coração. "Pai, faze-me ser como o Senhor deseja que eu seja" E Ele simplismente queria que eu fosse...
Aqueles dias foram passando, e eu continuava rezando. Era a única coisa que eu podia fazer. Pedia paciência, paz. Meus olhos se abririam depois de algum tempo em busca da força que sustentava a fé em minha vida, Deus. Na verdade, essa é uma busca constante para mim, descobrir mais, saber mais, sentir mais; e então eu consegui enxergar que, na realidade, a sensação ruim de querer destruir tudo o que eu plantara até então, era uma briga travada entre eu e eu mesma, num confronto imbecil entre o que me fazia ser quem eu realmente era e tudo aquilo pelo que eu, sendo facilmente influenciada, quando da inobservância de meus próprios princípios, me deixara querer se transformar. Eu precisava mesmo saber o que estava acontecendo comigo, me libertar da tortura do não entender. Até lá, não fosse Deus escutando minhas preces, compreendendo cada palavra e lágrima frágil, sedentas da sua compaixão, eu não teria saído sequer do que me queria conduzir àquilo que não sou. Teria seguido, sem parar pra pensar naquele combate que se travara dentro de mim, apenas desestruturando o que me fazia ser eu mesma.
Naqueles dias de prece, eu pude sentir mais de perto a presença Daquele que me ensina a amar, incondicionalmente, pai, mãe, família, amigos, principalmente os de verdade. Eu pude me debruçar sobre Ele como um bebezinho indefeso, precisando de ajuda para sobreviver. Eu pude sentir a força, muito mais intensa do que eu pudesse imaginar, da minha fé, da minha crença. Eu pude sentir a paz, a paciência, a mansidão da graça do amor de Deus em minha vida. E eu continuaria a rezar, continuaria a buscar, continuaria a querer sentir, sempre, sempre, esse amor, essa graça que me fazem imensamente bem e feliz.

domingo, 12 de junho de 2011

Esquematicamente apaixonada

Bem, nossa história nem é antiga na verdade, mas já tenho tanto a falar sobre você. Aprendi muito depois que te conheci... coisas para a vida sabe?! e que me ajudarão a procurar algo melhor nesta, tenho certeza, me ajudarão a vencer aos tantos adversários pelos quais passarei nos vários concursos que perseguirei durante ela.
Há mais ou menos um ano que te conheci. Você não era nem um pouco tímido, pra falar a verdade, eu que as vezes me intimidava em ir falar com você, tentar descobrir-te, porque não, não foi amor à primeira vista, mas aos poucos, a convivência foi me fazendo ver o quanto você era importante para mim, o quanto você me proporcionava bons momentos, principalmente depois das várias provas pelas quais passei, onde você sempre esteve presente fosse antes me dando forças, fosse depois na alegria do êxito conseguido no resultado.
Sempre bom companheiro, compreensivo, sabe me escutar, mas também fala, e quando fala... parece nem querer mais parar de tanto que tens a me dizer, tanto que tens a me ensinar. Presente, sempre! Por isso eu não posso reclamar de sua falta de atenção porque nunca me deixaste na mão, para qualquer lugar que for sei que só é convidar-te que não me negarás a tua deliciosa companhia, muitas vezes tão boa que chegava a imaginar-me em um lugar onde o azul e o branco eram as únicas cores que prevaleciam, como um céu. E sincero, muito, de modo tal que eu consigo ler cada linha sua quando olho seus olhos, lindos. A única coisa que me deixa um tanto inquieta, mas que sei, que não é nada mais nada menos uma prova de seu amor por mim, é esse seu Controle obsessivo que parece querer consumir-me até o último fio de cabelo, ou numa comparação bem mais justa, até o último neurônio de meu cérebro, preocupava-me. Mas isso é o de menos, e passa, sei que passa, como qualquer prova de amor, difícil mas, sempre, incrível, essa não poderia ser diferente.
Querido, obrigada pelos momentos que me proporcionas. Passar esse dia com você será apenas mais uma vez inexplicável, e proveitoso no mínimo. E continuarei me apaixonando por você, todos os dias, todas as quartas e quintas, porque sempre descubro algo mais incrível a seu respeito, e sei que ainda tenho muito a aprender com nossa história... Eu te amo, e para sermos justos, esquematicamente, como você!


De 12/06/2011, em uma homenagem a meu querido Pedro Lenza, mais especificamente a seu livro, quando duas provas maravilhosas de  Direito Constitucional eram as "únicas" coisas com as quais eu me preocupava, e querendo ou não, me fizeram mais uma vez apaixonar-me, e para tanto, não haveria dia melhor.

sábado, 11 de junho de 2011

Além, muito além disso

Via redemoinhos atrapalharem a mente, embaraçavam-lhe os pensamentos e a imaginação, entorpeciam-na, debilitavam-na, nenhum deles vinha para refazer o que outro havia destruído, de forma diferente e, por sua natureza, esperada, só aguçavam ainda mais aquele novelo destruído.
Lá no fundo porém, havia (há) uma coisa além de redemoinhos, além de entorpecentes, além de tudo que queira ver destruída, principalmente por dentro, mas por fora também, aquela menina. Uma esperança, uma Fé meu Deus, uma confiança... ela ainda tinha, ela tem.

terça-feira, 31 de maio de 2011

MEU não rimava

Coração Leviano - Paulinho da Viola
Trama em segredo teus planos
Parte sem dizer adeus
Nem lembra dos meus desenganos
Fere quem tudo perdeu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu
Ah coração leviano não sabe o que fez do meu (mas trama)
Este pobre navegante meu coração amante
Enfrentou a tempestade
No mar da paixão e da loucura
Fruto da minha aventura
Em busca da felicidade
Ah coração teu engano foi esperar por um bem
De um coração leviano que nunca será de "ninguém" (MEU não rimava)

domingo, 22 de maio de 2011

Expectativa de amar

Ela sofria tanto, sofre. Namorou anos com aquele garoto e num dos momentos mais difíceis de sua vida, ele resolveu que eles não davam mais certo. Acabou-se, e mais uma soldada voltou ao exército das amantes não amadas pelo amados. Complicado. Ainda que dissesse que agora só queria esquecê-lo, esquecer essa tarefa era o que era mais difícil. Ele sempre estava na recordação de um jogo de cartas, de um passeio, de um almoço em algum lugar, de um lugar, era inevitável, ela sempre o lembrava.
Nós estávamos mesmo falando sobre isso de lembrar das pessoas de quem se ama, de não esquecê-las fácil, de sentir, mesmo depois de meses que as viu, o friozinho característico que comprime o estômago. Foi então quando me toquei, já havia alguns meses, senão ano(s), que eu não sentia isso por ninguém, que eu não sentia essa saudade, que eu não sentia esse friozinho, que eu simplismente não sentia esse amor, acho que assim posso dizê-lo, por ninguém. Preocupei-me, lembrando-me do quanto é bom tudo isso, do quanto é bom amar.

___ Ah, eu queria gostar de alguém, é tão bom gostar de alguém.
___ Hum rum, é sim, mas quando se é amada também.
___ Não, claro, isso é verdade. Mas eu queria gostar de alguém de novo...

Não demorou muito, eu gostei, gosto!
Então, passei a lembrá-lo, a procurá-lo, a querê-lo.
Passei a fazer os mil planos que se fazem quando imaginamo-nos na presença da pessoa amada. Passei a pensar no que dizer quando nos encontrasse-mos na rua por acaso, ou falso acaso, já que para esse último eu também passei a fazer planos. Queria saber o máximo que pudesse sobre sua vida, a família, o time, a comida, do que ele gostava, o que ele fazia, se malhava e onde ele malhava, onde estudava, trabalhava. Eu queria saber tudo sobre ele, eu queria ele. Eu amava...
E como sofri por isso, recordei agora aquela conversa... "mas quando se é amada"
Eu não lembrava o quanto era ruim não ser notada, o quanto era ruim esperar uma mensagem que nunca chegaria, um telefonema, um e-mail, e pra ser o mais sincera e prática possívell, eu não lembrava de como era ruim não te ver na minha lista de visitantes recentes do orkut. Ah se eu lembrasse! Se eu lembrasse que passaria horas pensando em você ao invés de estar estudando o assunto da prova do dia seguinte, se eu lembrasse que iria perder mais tempo ainda sem falar com ninguém só esperando que a (sua)janelinha no (meu)MSN subisse, se eu lembrasse que eu correria o risco de sofrer tanto assim, como estou sofrendo agora, eu não sei se eu teria dito que queria gostar de alguém, mesmo que ele de mim não gostasse. Porque eu pensava que era bom, era bom ter um motivo pra sair, pra se arrumar, pra perguntar a uma amiga, logo depois de falar com essa pessoa, "ainda dá pra sentir meu perfume?", mas eu só pensava...
Sinceramente, não sei se ainda continuo querendo gostar de alguém só pra sentir frio, e estremecer ao ouvir seu nome, ultimamente estou preferindo falar de sandálias roupas, maquiagem, ainda que seja um tanto fútil gastar tanto tempo com isso (se eu levar em consideração o quanto penso e falo em/sobre você). Não, eu não quero me tornar uma pessoa fria, longe de mim, mas enquanto eu não gostar de alguém que pense e fale em mim na mesma proporção em que eu pense e fale nela, eu vou tentando contornar isso com esses objetos "fúteis" de vez em quando, dói menos sabe? dói só nos pés, no máximo, no bolso.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Meu amor

"Mamãe, você é a flor mais bonita do meu jardim. Te Amo!"



Eu não sou mais uma criança, eu não estou mais no maternal, eu quase não sou mais uma mocinha, eu quase sou uma adulta, não faz mais sentido escrever cartões assim para a senhora. Hoje eu já tenho conhecimento pra te dizer muito mais, pra te agradecer muito mais, pra agradecer a Deus por te ter muito mais...
Hoje eu vejo que aquela flor não era só pétala e aste, e não compunha só uma paisagem "bonita" junto daquelas letras, uma pequenas outras grandes, e quase todas tortas... mas ela era, não, ela É, respeito, ela É cuidado, ela É dedicação, ela É presença, ela É carinho, ela É exemplo, o MAIOR deles, ela É enfim a personificação do próprio AMOR, esse amor que só cresce, esse seu amor, esse meu amor, esse nosso amor de mãe e filha. E que ela continuara compondo uma paisagem bonita, mas não uma simples paisagem, e sim a paisagem da vida, linda, como o próprio ato de nascer, de você.

Eu Te Amo mãe, mamãe, mamis linda, muito!
Feliz seu, todo seu, dia!