sábado, 8 de janeiro de 2011

Como Deus quiser

Agora eu era fria. Não havia motivos pra eu te tratar tão bem depois de tudo que me fez. Havia ganhado a cumplicidade do gelo, e por mais que doesse, que queimasse, ele me ajudava. Eu conseguia fazer perguntas tranquilamente, e não ficava mais olhando para a tela esperando até que você me respondesse. Esperando para ver se o que você responderia seria aquilo que eu queria ler. Não havia mais o que eu quisesse ler. Não havia mais tamanho interesse em você. Eu conseguia falar de tudo, até de seus amores e de meus amores, nossos lances. Apesar de não ter esquecido nosso lance, não era fácil esbarrar nele pela memória agora, isso acontecia, mas era raro, andava escondido demais para isso.
De vez em quando me recordava, ria, e ao mesmo tempo me intristecia, pensava em como seria se tivesse dado certo. Mas deixava pra lá. Largava aquilo, e ía buscar outra coisa para fazer, outra coisa em que pensar. Não dava para ficar remoendo aquele passado. Eu simplismente o largava. Deixando que o tempo cuidasse em pô-lo distante de mim, ou simplismente deixando que o tempo cuidasse daquilo, sem me importar. Estava vivendo a minha vida sem ter muita curiosidade de futuro sobre isso, seria , como todas as outras coisas, como Deus quisesse e pronto, e ponto.

Mariana Xavier

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Costume


Maltratava minha mente com tuas lembranças. Havia horas em que estava tão sufocada que gritar seria mais prazeroso que apreciar-te em meu interior. Queria que você saísse de mim, mesmo que eu ficasse oca por algum tempo. Talvez esse tempo ajudaria a preencher esse espaço. Queria gargalhadas e risos sem pensar em como seria se você estivesse alí, ouvindo minhas gargalhadas, olhando meu sorriso. Queria enfim te esquecer, só para não lembrar o quanto te querer me fazia sofrer.
Já que não podia lembrar de você como amor, como namorado, tava me acostumando a lembrar de você só como amigo, já que aquele você nunca havia sido e talvez nunca iria ser. Ou estava na verdade me acostumando, ou tentando me acostumar a simplismente não lembrar de você, e realmente te esquecer, assim de verdade, como amor, como o namorado que eu nunca tinha tido, ou mesmo, como amigo.

Mariana Xavier

Cansada de ser esse vento


Ultimamente, com toda aquela vontade súbita de ser apreciada de um modo diferente, mais amoroso digamos, utilizara de muitas palavras tentando apreender sua atenção, alongava o quanto podia nossas conversas. Tudo em vão. Com todo aquele cabimento recebido, entender que qualquer coisa para você era mais interessante que me ver, falar comigo, era o mais certo até então.
Aos poucos desprendia, dolorosamente, a imagem que se formara de você em minha mente. As novas amizades, as suas, cada vez mais só torturavam-me a esperança já remota, aumentando as possibilidades de uma notícia desagradável, para mim, obviamente.
Estava cansada. Cansada de você e de te querer tanto. Cansada de seres para mim um tudo e de ser para você um nada. Eu já não sabia se queria te ver e aumenta meu tormento. Estava cansada de ser seguidora desse vento ou de ser para você o vento, aquele que por ti passara, mas só passara, e você deixou ele ir, resolvendo não o seguir, simplismente vendo ele partir e desaparecer no tempo.

Mariana Xavier

Celebra a vida


Celebre a paz e o amor, celebre a alegria e a saúde, celebre a bondade, a caridade. Celebre o sorriso descontraído, o olhar recebido, e o cheiro, o beijo e o abraço gostoso. Celebre a família, celebre os amigos, celebre o conhecido e os vários "oi!" ao long do ano recebidos. Celebre a saudade do que não foi esquecido. Celebre as festas. Celebre o trabalho, o cansaço e o esforço, mas principalmente a recompensa recebida. Celebre as broncas e as brigas, mas ainda mais as pases oferecidas e conseguidas. Celebre o perdão. Celebre o pão. Celebre os estudos e as contribuições que ele traz para essa vida. Celebre o ar que respiras, a flor com que se encanta, a água que purifica, limpa, a luz do sol que vês quando levantas.
Celebre tudo, cada momento. Não fique mudo nem cego para o mundo, mas fale, veja, sinta, isso é a vida, e você está vivo. Agradeça a Deus por isso, agradeça a Deus por cada segundo.
Celebre a VIDA!
Mariana Xavier

Feliz Ano Novo queridos!
Que 2011 seja lindo e seja doce para todos, todos os dias. Muitas bençãos de Deus em suas vidas. :)

p.s.: desculpem-me pelo atraso e pela distância dos últimos dias. Espero que entendam!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Seja você mesmo (a)


Queria te descobrir, saber quem você era, do que você gostava, o que você fazia, aquilo que te admirava, queria saber mais sobre você. Tentava enumerar alguns pontos que tínhamos em comum, mas nada demais, as coincidências foram quase banais.
Quem sabe então se eu fosse assim, do seu jeito? se eu começar a gostar das mesmas coisas que você? pensei! como se isso fosse a coisa mais fácil e simples do mundo!
Tentei me engajar com seu estilo musical preferido, saber mais sobre os lugares de que você falava tanto, tentei ser do modo que você gostava, ou que eu pensava que você gostava...
Meu Deus! eu não notava a infantilidade que me passava pela mente!
Onde estava com a cabeça quando pensei que te imitar chamaria sua atenção? em outras vezes, quando nos falássemos, concerteza comungaríamos de muito mais coisas que o normal para duas pessoas pouco conhecidas entre sí, e é claro que ficaria na cara que eu só estava fazendo aquilo e "gostando" daquilo, por que imaginava que aquela era a forma que iria te agradar. Certamente, estaria eu numa boa se você fosse egocêntrico, mas ainda assim não seria a mim, digo, o que sou, de verdade, que você estaria conhecendo.
Olhei para mim mesma. Encarei-me. Onde está você menina? Que parte de ti, as de verdade, ele conhece? nenhuma?
Dei de cara com a realidade, de repente abri meus olhos e ví quão equivocada eu estava.
Claro que não! Claro que agir daquela maneira não era o correto. Ele precisaria conhecer-me, saber de quais músicas eu realmente gostava, saber sobre os lugares que eu já havia ído, saber sobre o que me admirava, saber, realmente, sobre mim.

Quando meus olhos se fizeram abertos, olhei-me mais uma vez, meu rosto agora era mais claro, estava tão mais livre para respirar, inspirar aquilo que gostava. Era bem melhor fitar meu semblante e vê-lo corado, alegre, sem ter que se preocupar buscando detalhes para como agir. Eu estava feliz por ter conseguido enxergar aquilo. Me sentia livre para ser eu mesma.
Ainda encarando-me, fui muito mais firme que em outros momentos em que precisei de tamanha firmeza, e como carregando isso para a vida, disse-me: Seja sempre você mesma!

Mariana Xavier

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então, é Natal!


Mais uma vez, em mais um ano, Ele chega para embrulhar-te em seus braços e cuidar de você. Chega para mostrar-te de quão tamanha importância é a simplicidade, a humildade, a generosidade. Chega para apresentar-lhe o perdão, e perdoar-te. Para fazer brotar o amor em seu coração, e ainda mais, para AMAR-TE.
Neste Natal, abra as portas de seu coração para que o Menino Jesus possa nele entrar, possa em ti habitar. Que as luzes, ah! as lindas luzes coloridas, os presentes, as mensagens recebidas sejam símbolos da felicidade que Ele vem te dar.
Diga apenas “sim, seja bem vindo”, E tenha um NATAL assim iluminado, assim abençoado, assim, como todo mundo diz, FELIZ!

Feliz Natal, queridos! ;*

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Palavras

Estava transparente demais, queria algo mais visível. Era possível conhecer alguém pela conversa. Analisei seu modo de falar, eu era boa nessas coisas, iria tirar proveito daquelas frases trocadas para te conhecer melhor. Não precisei de muito, poucos minutos depois eu já tirara algumas conclusões a seu respeito. Como foi fácil quebrar aquele encanto exacerbado, era muito diferente do que eu imaginava. Cada palavra, e as pausas, algumas perguntas... eu poderia sentir o seu tom de voz insinuando algo determinado. Alguns minutos antes, meu coração quase fora a mil quando percebeu sua presença, nem eu esperava a minha reação, mas enquanto trocamos os primeiros “oi” e “tudo bem?” tentei fazer com que minhas palavras não denunciassem meu estado de espírito inicial, e acho que consegui, ou pelo menos elas não saíram tremendo. No decorrer da conversa, percebi que até então meus olhos estavam vendados – como sempre ficam a partir do momento que se idealiza algo, alguém – eu não conseguia enxergar nada senão pelos “olhos” da mente, e nela você quase não tinha defeitos.
Eu sabia, eu sabia que tinha que descobrir-te antes de imaginar mais qualquer outra coisa. Tinha de ter pelo menos uma noção da sua personalidade, seu modo de ser, seu jeito. Como poderia me apaixonar por alguém que mal conhecia? Era ridículo! Inaceitável!
Naquele dia, pude sentir mais de perto o quanto as palavras e o modo como as emitimos são importantes. Foi rápido decifrar-te, pelo menos superficialmente. Aos poucos aquela venda foi cedendo, e eu já conseguia ver um pouco mais da realidade, do lado de fora, da verdade.Quando tive que me despedir me sentia normal, e foi simples dizer “tchau!” As palavras, como sempre, haviam conseguido me dizer algo sobre você, e agora eu já me considerava um pouco mais conhecedora de seu jeito, seu modo. Te evitar não seria mais tamanho desafio. Considerava-me mais humana, real e menos mundo da fantasia. Considerava-me mais desiludida.

Tá, tchau!
Fique bem! ;*